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Sobe para 15 número de mortos no Cáucaso russo; premiê condena o atentado suicida
Fonte desconhecida
O presidente da república russa da Ossétia do Norte confirmou que a explosão que deixou ao menos 15 mortos e 80 feridos num mercado de Vladikavkaz foi um atentado suicida. O premiê da Rússia, Vladimir Putin, condenou a ação e disse que o "ódio não será disseminado" no país.
"Segundo a informação que tenho neste momento, a explosão foi obra de um terrorista suicida que se aproximou da entrada do mercado em um automóvel", disse Taimuraz Mamsurov, citado pela agência Interfax.
O presidente acrescentou que o corpo decapitado do suposto terrorista foi encontrado junto aos restos do carro.
O ataque aconteceu às 11h22, pelo horário de Moscou (4h22 em Brasília), e a explosão teve potência equivalente à de 40 quilos de TNT. Este é o quarto atentado terrorista no mercado central de Vladikavkaz nos últimos 11 anos.
O mais grave deles foi realizado em 19 de março de 1999, quando uma bomba matou 52 pessoas e deixou outras 168 feridas.
ÓDIO
O ataque ocorre na Ossétia do Norte, região de maioria cristã-ortodoxa mas que enfrenta uma forte insurgência islâmica a partir das Províncias de maioria islâmica da zona do Cáucaso Norte, que incluem a Tchechênia, Ingushétia e o Daguestão.
"Criminosos como estes que agiram hoje no Cáucaso Norte têm a esperança de semear o ódio entre nossos povos. Não podemos permitir que isto aconteça", disse o premiê russo Vladimir Putin.
A ação ocorreu após um site islâmico ter indicado que um incêndio numa usina hidroelétrica no Daguestão foi causado por bombas plantadas por rebeldes.
O presidente russo Dmitri Medvedev, que já classificou o Cáucaso Norte como o problema político mais grave da Rússia, enviou um oficial à região, informou o Kremlin.
ENTENDA
A tensão étnica entre os ossetianos cristãos e os ingushetianos muçulmanos, cujas Províncias dividem uma longa fronteira, persiste após 20 anos de disputa territorial.
Os militantes islâmicos chamam os russos de "invasores" e defendem um Estado regulado pela sharia, a lei islâmica, e já indicaram que atacarão "alvos econômicos" dentro e fora do Cáucaso.
Eles também reivindicam autoria dos ataques que mataram 40 pessoas no metrô de Moscou em março deste ano.
A Ossétia do Norte, vizinha da Tchechênia e uma das sete repúblicas russas no Cáucaso Norte, foi palco de vários ataques terroristas nos últimos anos.
O mais sangrento foi realizado há seis anos por um comando em uma escola de Beslan, onde morreram 334 pessoas, sendo 186 crianças.
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