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Proposta de mínimo em R$ 560

Publicado em 02/09/2010 às 00:00Fonte: O Dia

Representantes de seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST) do País se reuniram ontem e decidiram que vão defender aumento do piso mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 560. Sindicalistas consideraram a estimativa da variação do INPC ( Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 5,52%, e a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de 2006 a 2009, de 3,8%.

Em nota, as centrais informaram que “é de conhecimento geral a importância do salário mínimo para o enfrentamento das desigualdades sociais e regionais existentes, além da importância que tem no fortalecimento do mercado interno, essencial para o desenvolvimento soberano do País”.

O aumento previsto no Orçamento de 2011, de 5,52%, repõe somente a inflação prevista para este ano — PIB de 2009 foi negativo —, com o mínimo passando a R$ 538,15. Hoje, o reajuste é composto pelo INPC, mais a variação do PIB de dois anos antes. Regra foi fechada com as centrais.

APOSENTADOS OTIMISTAS

O presidente da CUT, Artur Henrique, ressaltou que o salário mínimo tem aumentos reais desde 2003, e que a meta é assegurar os ganhos: “Desde 2004, conseguimos, pelo processo de negociação, a partir da pressão das marchas a Brasília pelo salário mínimo, reajuste maior que o da previsão inicial do projeto de lei orçamentária”. Ele lembrou que o PLOA é apenas previsão de gastos.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas, Edmundo Benedeti Filho, da UGT, as negociações ocorrerão dentro da normalidade, e todos os beneficiários terão ganho real em 2011: “Estamos vendo o cenário futuro com muito otimismo. O ideal é que se antecipasse o PIB de 2011, já que, por causa da crise financeira, o índice de 2009 foi negativo (-0,2%). Também acredito que o valor será definido antes de janeiro”.
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