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Quarteto condena novas construções de Israel em Jerusalém e pede retomada de negociações para criação de Estado palestino em dois anos

Publicado em 19/03/2010 às 00:00Fonte: O Globo On Line

Na tentativa de superar a mais recente crise entre israelenses e palestinos, o Quarteto de mediadores para o Oriente Médio, formando por União Europeia, ONU, Rússia e Estados Unidos, se reuniu nesta sexta-feira, 19, em Moscou, onde elaborou um comunicado conjunto pedindo a retomada das negociações para que dentro de dois anos seja criado um Estado palestino "independente, democrático e viável". O documento também condena a construção de 1.600 casas em área ocupada de Jerusalém, plano que criou um novo impasse entre os dois lados e tornou Israel alvo de crítitcas de seus aliados americanos e da comunidade internacional.

- O Quarteto acredita que essas negociações devem levar a um acordo, negociado pelas partes por 24 meses, que termine com a ocupação que começou em 1967 e resulte na emergência de um Estado palestino independente, democrático e viável convivendo em paz e segurança com Israel - disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lendo o comunicado do grupo.

A reunião dos mediadores do Quarteto foi ofuscada pela crise desencadeada pelos planos de Israel de expandir os assentamentos na parte Oriental de Jerusalém. A tensão em Israel aumentou na quinta-feira com a morte de um trabalhador atingido em um kibutz por um foguete palestino, e a reação do governo israelense, com bombardeios à Faixa de Gaza, após dias de protesto na Cisjordânia.

Hillary diz que espera receber premier de Israel em WashingtonNa esfera política, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse em Moscou que, em uma conversa por telefone, na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deu uma resposta positiva e produtiva sobre suas solicitações sobre o tema dos assentamentos. Segundo seu porta-voz, o premier propôs uma série de "medidas de construção de confiança" em "um esforço real para auxiliar o governo americano na renovação das negociações através de medidas de construção de confiança com a Autoridade Palestina".

Hillary disse que espera ver Netanyahu em Washington na semana que vem. Nos próximos dias, os EUA devem mandar a Israel seu enviado especial para o Oriente Médio, George Mitchell. A viagem de Mitchell, marcada para terça-feira, havia sido adiada após o desentendimento entre os dois países.

As relações entre EUA e Israel ficaram desgastadas pela aprovação do plano israelense de construir novas casas em Jerusalém durante a visita do vice-presidente americanos, Joe Biden, na semana passada. Os palestinos, que consideram a região como parte de sua futura capital, disseram que não irão adiante com os planos para uma negociação indireta de paz a menos que o plano de Israel seja descartado.

O comunicado do Quareto também demonstrou preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza. Além de Hillary e Ban Ki-Moon, também participaram ada reunião do Quarteto o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, a chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, e o representante do Quarteto, o ex-premier britânico Tony Blair.

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