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Chile enfrenta apagão duas semanas após ser sacudido por terremoto

Publicado em 15/03/2010 às 00:00Fonte: O Globo On Line

Um grande apagão deixou a maior parte do Chile sem energia por horas na noite de domingo, 14, duas semanas depois do devastador terremoto que matou centenas de pessoas e prejudicou a infraestrutura do país. A eletricidade foi retomada rapidamente, mas a falha na principal rede elétrica do país foi mais um teste para o presidente Sebastián Piñera, que assumiu o cargo na semana passada com a tarefa de reconstruir o país depois do terremoto do dia 27.

As luzes se apagaram às 20:50 (horário local e de Brasília), afetando milhões de pessoas e grande parte das principais cidades do Chile em uma extensão territorial de mais de 2 mil quilômetros, desde o norte da capital Santiago a Puerto Montt, no sul. Segundo o ministro da Energia, Ricardo Rainien, o blecaute foi causado pelo superaquecimento de um transformador na área de Bio Bio, uma das mais afetadas pelo terremoto.

O apagão assustou os chilenos, que ainda convivem com réplicas do tremor de magnitude 8,8 graus na escala Richter, que causou tsunamis e destruiu rodovias e vilarejos, deixando danos estimados entre US$ 20 e US$ 30 bilhões. A cidade de Concepción, devastada após o tremor, estava entre as que sofreram o blecaute, e algumas das principais minas de cobre do país interromperam a produção. Logo depois da meia-noite, a energia voltou para cerca de 90% do país.

A gigante estatal de mineração Codelco, maior produtora de cobre do mundo, disse que o apagão causou o breve fechamento de suas minas na região central do Chile. A divisão Teniente da empresa operou com equipamentos de emergência e a produção foi parcialmente afetada, segundo um funcionário da mineradora. A mina Escondida da mineradora BHP Billiton, a maior mina de cobre do mundo, estava operando normalmente e não foi afetada, disse um líder sindical.

O Sistema Interconectado Central, ou o SIC, foi a rede elétrica afetada. Ela fornece energia para diversas cidades, inclusive a capital. A distribuição de energia no país é mais complicada devido a seu formato comprido, com os Andes de um lado e o Oceano Pacífico do outro.
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