A
A
A
Três jornais suecos publicam polêmica charge de Maomé nesta quarta,10
Três jornais suecos reproduziram nesta quarta-feira, 10, em suas edições impressas a charge de Maomé como um cachorro feita em 2007 pelo desenhista Lars Vilks, após a detenção na Irlanda e nos Estados Unidos de suspeitos de planejar seu assassinato.
O diário "Dagens Nyheter" justificou sua decisão em um editorial, afirmando que uma ameaça contra Vilks é, por extensão, "uma ameaça a todos os suecos".
O tabloide "Expressen" defendeu a iniciativa como uma tomada de postura a favor da liberdade de expressão.
"Fazemos isso como parte de um material de fundo para que o leitor possa ter ideia dos motivos que fazem o desenho de Vilks algo controverso. É uma apreciação jornalística normal, não há nenhuma provocação, só informação", afirmou Daniel Sandström, redator chefe do "Sydsvenskan", o outro jornal que publicou a charge nesta quarta-feira,10.
A difusão do desenho provocou protestos em vários países islâmicos. Vilks recebeu ameaças de morte por telefone, e, além disso, um grupo vinculado à rede terrorista Al Qaeda ofereceu uma recompensa de US$ 100 mil para quem matasse o chargista.
Em janeiro, Vilks denunciou novas ameaças, depois que um homem tentou atacar com um machado Kurt Westergaard, um dos desenhistas do jornal dinamarquês "Jyllands-Posten", que também publicou charges de Maomé em 2005.
Suspeitos
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou uma mulher do Estado da Pensilvânia de estar vinculada com um suposto plano para assassinar o chargista sueco.
Segundo o governo, Colleen LaRose, detida em outubro do ano passado, tinha mantido contatos com um grupo militante através da internet para realizar o assassinato.
Outros quatro homens e três mulheres muçulmanos foram detidos nesta terça-feira, 09, na Irlanda, após uma investigação conjunta das forças de segurança de vários países europeus e dos EUA.
A
A
A