Até dezembro último, Gislene Silva era mais uma dessas secretárias da avenida Paulista, cuidando da agenda, atendendo contatos e marcando reuniões para seu chefe. Agora ela é um dos elos para os imigrantes haitianos em São Paulo conseguirem entrar na sociedade e economia brasileiras.
Gislene recebe e organiza todas as empresas e as pessoas atrás da mão de obra que está vindo do Caribe via Peru e Acre. "É muita gente ligando. São postos que muitos brasileiros se negam a ocupar. Peço sempre para os empregadores potenciais mandarem um e-mail com todos os detalhes do trabalhador que estão procurando", conta a secretária na sede consular.