Prédio tem portas e janelas quebradas; Ministério Público pediu sua desocupação
Ana Paula Santos - A Gazeta
A sede da 9ª Cia Independente da Polícia Militar em Marataízes, no Sul do Estado, corre o risco de ser interditada. Parte do prédio onde funciona o centro policial está em condições precárias e, por esse motivo, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) entrou com uma Ação Civil Pública pedindo a desocupação imediata do local.
A companhia é responsável pela segurança de quatro municípios do Sul: Presidente Kennedy, Marataízes, Rio Novo do Sul e Itapemirim. Na estrutura, com janelas quebradas e portas caindo, cerca de 150 PMs transitam e dormem, já que no local também funciona um alojamento.
De acordo com o MPES, a ação foi movida com base em um laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros. Em nota, o órgão explica que a ação se deu devido à precariedade da estrutura física, que apresenta rachaduras e instalações elétricas expostas. O processo teve início em dezembro passado, e a Justiça acatou o pedido.
Na época, o Estado entrou com recurso pedindo prorrogação do prazo para cumprimento da decisão – que seria de cinco dias – por mais um mês, argumentando que, por ser verão, a segurança nos municípios poderia ficar comprometida.
Mas o prazo deve vencer este mês. Também por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que procura um terreno para a construção de uma nova sede para a 9ª Companhia, e espera iniciar as obras este ano. Mas não esclareceu qual medida emergencial será tomada.