Cerca de 200 alunos das primeiras e segundas séries do ensino médio da escola estadual “Voluntário Carmo Turano”, de Cedral, participam da exposição “Recriações”, no Riopreto Shopping, até o dia 12.
Segundo a professora de artes Maria José de Almeida Fucci, que coordenou o projeto, a ideia surgiu em 2010, por ocasião da 1ª Feira Científica e Cultural de Cedral, realizada pela própria instituição escolar.
“A apostila previa o estudo do artista plástico Vik Muniz. Além disso, ele havia acabado de criar a instalação da abertura da novela global ‘Passione’. Então, resolvemos desenvolver obras semelhantes ao estilo dele, com materiais inusitados”, explica. Desse modo, os estudantes foram divididos em grupos para a releitura de 20 quadros famosos, dispensando os pincéis e as tintas.
“Escolhi temas que pudessem ser facilmente identificados pela população, independentemente de terem sido reproduzidos ou não por Vik Muniz”, explica a professora. “Mona Lisa”, de Leonardo Da Vinci, por exemplo, recebeu cabelos de fitas cassete. Já o “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, foi contemplado com uma tampa de massa de tomate, jogada na natureza. Cristina Vieira de Toledo, 44 anos, que hoje cursa o 3º ano do ensino médio no período noturno, foi uma das que mostraram seus dotes.
Com pó de café, salsa desidratada, botões e objetos metálicos, como corrente de bicicleta e porcas, ela reinventou “O Lavrador de Café”, de Candido Portinari. “Eu adoro artes plásticas. Fiquei orgulhosa de mim mesma.” Além da técnica, foram desenvolvidos conceitos de sustentabilidade, por meio da reciclagem, já que as únicas aquisições foram as telas e a cola.
Nos últimos meses, a mostra passou pela Câmara de Cedral, pelo Museu de Mirassol e pelo Senac Rio Preto. O material pode ser visto gratuitamente até o dia 12, no horário de funcionamento do centro de compras.
Continuidade
A experiência rendeu outros frutos. Em setembro do ano passado, durante a segunda edição da feira escolar, os pupilos de Maria José reproduziram as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. A escultura da Muralha da China, com 17 metros de altura, foi feita a partir de caixas de leite. O Cristo Redentor, com quase 4 metros de altura, nasceu de garrafas pet.
O Coliseu, do mesmo tamanho, ganhou formas por meio de caixas de papelão. E assim por diante. “O trabalho demorou cerca de seis meses para ser finalizado. Mas como eram peças muito grandes, precisamos desmontar e reciclar. Enchemos mais de três caminhões”, afirma a professora. Daniela Fenti