O Ministério Público, a Fundação Procon e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) firmaram um acordo ontem prevendo uma série de adequações sobre a campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre as partes estabeleceu que por 60 dias, contados a partir de ontem, os supermercados terão de fornecer embalagens gratuitas a consumidores que forem às compras sem as sacolas reutilizáveis.
Até ontem, os supermercados cobravam pelas sacolinhas plásticas que substituíram as antigas, a oxi-biodegradável, R$ 0,19 a unidade. O acordo também prevê que todas as lojas deverão oferecer uma alternativa de sacola reutilizável com preço de até R$ 0,59. Segundo o diretor do Procon de Rio Preto, Sérgio Parada, os supermercados que ainda têm as antigas sacolinhas, sejam elas as oxi-biodegradáveis ou as banidas pelos mercados em 25 de janeiro, em estoque poderão oferecê-las aos consumidores nesse período. “O acordo foi muito importante, porque não se pode exigir uma mudança de cultura assim tão de repente.”
Nos primeiros dias da proibição do uso das sacolinhas plásticas nos supermercados, empresas de outros ramos aproveitaram para agradar seus clientes com a distribuição de sacolas ecológicas. Diferentes setores aderiram à novidade, que auxilia consumidores desprevenidos ou sem tempo de se preparar para a mudança.
Na Don Leon, loja de roupas masculinas, desde o início do ano os donos decidiram substituir a embalagem de papelão pela de tecido produzida por eles. O sucesso foi tanto que o primeiro lote, com 400 unidades, está quase esgotado, segundo o empresário Alexandre Marcondes Goulart da Silva. “Fizemos só como teste, com sacolas do mesmo tamanho. Os clientes gostaram muito e como o custo não é tão maior do que o das sacolas de papelão, decidimos continuar com a produção das ecológicas”, diz Silva. A partir de agora, a loja pretende aproveitar os retalhos usados na confecção das roupas. Graziela Delalibera