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O vai-e-vem da BR-153

Publicado em 04/02/2012 às 01:59Fonte: DiárioWeb

A declaração do superintendente interino do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), Rinaldo Félix da Costa, dada anteontem com exclusividade ao Diário da Região, afirmando que a duplicação do trecho urbano da BR-153 está condicionada a um novo estudo técnico que comprove a necessidade da obra, apaga a esperança do rio-pretense de ver o projeto virar realidade em médio prazo e reforça a tese de que em promessa de político não se pode confiar. Nesse caso, diga-se, políticos de todas as esferas: prefeito, deputado, ministro e até mesmo a presidente Dilma Rousseff. Segundo Costa, a Prefeitura deve prestar informações atualizadas sobre a viabilidade da obra. “Em relação aos prazos de contratação das obras, os mesmos estão condicionados à apresentação do estudo pela Prefeitura, à aprovação do projeto executivo pelo Dnit, e à destinação de recursos orçamentários ao empreendimento pelo Ministério dos Transportes”, afirmou o superintendente, por meio de nota encaminhada ao Diário. A informação também joga um balde de água gelada no governo Valdomiro Lopes, que ávido por assumir a paternidade do empreendimento - assim como ocorreu com o prefeito Edinho Araújo, em 2005 - , espera ver a licitação das obras pelo menos engatilhada durante sua gestão. Como já foi dito neste espaço, o rio-pretense só vai acreditar na duplicação da rodovia quando vir as máquinas trabalhando na estrada.

O secretário de Planejamento, Milton Assis, mostrou indignação ao se manifestar sobre a exigência e disse que, se for o caso, vai passar noites em claro para atender até março à solicitação burocrática. O Diário apurou, no entanto, que a administração não está mais tão confiante de que a obra vai sair do papel. O temor é de que o governo federal conclua que a duplicação não é mais necessária, considerando as melhorias feitas na rodovia pela concessionária Transbrasiliana e pela redução dos acidentes de trânsito no trecho. Mesmo com a queda, o número de mortes na rodovia ainda é muito alto. Na véspera de Natal, por exemplo, o médico Alberto de Andrade Noronha Neto, 29 anos, morreu enquanto seguia para o trabalho no Posto de Saúde do distrito de Talhado. O mesmo aconteceu com a faxineira Alenita Cardoso da Silva, 46 anos. Ela morreu em outubro ao ser atropelada quando, por falta de uma passarela no local, tentou cruzar a pista em direção ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER), onde trabalhava. Enquanto o governo brinca de administrar e os políticos enganam o eleitor, vidas como a do médico Alberto e da faxineira Alenita continuam sendo ceifadas na estrada. Até quando os olhos do poder público vão se manter fechados para essa grave situação?

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