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ISSN 2177-028X
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Álcool como Porta para Outras Drogas

Há, ou não, relação entre o consumo de álcool e o início do consumo de outras drogas. Seria, em outras palavras, o consumo de álcool uma “porta de entrada” para o consumo de drogas ilícitas?

Vejam bem, sempre que escrevo, procuro relatar exemplos, casos concretos, como embasamento fático daquilo que falo. Dessa arte, relato ao leitor que já perdi dois grandes amigos para as drogas. Os dois morreram, mas não foram enterrados. Morreram em vida. Deixem-me explicar: quando estava eu cursando minha faculdade em outra cidade, fiz duas grandes amizades, uma com o sujeito “X” e outra com o sujeito “Y”. O sujeito “X” era muito jovem, recém saíra da adolescência. Era muito esperto e ativo. Ajudava seu pai no escritório de advocacia. Adorava ouvir suas bandas favoritas. De vez em quando eu tentava ensinar alguns solos de guitarra a ele. Ocorre que “X” não consumia álcool. Todavia, em determinada oportunidade, ele viajou para ver um parente seu em outra cidade. Conheceu lá algumas pessoas. Quando voltou, lembro como se fosse hoje, passou por mim na calçada, em passos apressados, como se não me reconhecesse. Aquilo foi muito estranho. Quando o abordei, percebi que ele, simplesmente, havia enlouquecido. Não era mais o mesmo, nem de perto. Seu modo de falar, as coisas desconexas que dizia, enfim. Algo havia ocorrido de muito sério. Alguns o viam, aliás, revirando latas de lixo pela cidade, como se estivesse procurando algo que sequer ele sabia o que era. Resumindo a história, soubemos que ele havia experimentado cocaína e, por questões que me fogem ao conhecimento, nunca mais voltou ao normal.

Por sua vez, o amigo “Y” era filho de pais ricos. Tinha um carro maravilhoso, muito caro para a época. Conquistava muitas gatinhas, etc. Eu sabia que ele tinha um amigo que usava drogas, e os dois estavam sempre juntos. Minha surpresa foi vê-lo tal qual meu amigo “X” antes do término do curso. “Y” também não consumia álcool, pelo que eu sabia. A verdade é que “X” e “Y” foram influenciados por “amigos”, não pelo álcool, pelo cigarro ou por outra coisa inanimada. O problema são determinados “amigos” que não são tão “amigos” assim. Há incontáveis pessoas que sempre ingeriram álcool moderadamente como uma cerveja, uma taça de vinho, etc. e que jamais sequer pensaram em consumir drogas ilícitas. Pensemos nisso.

Texto confeccionado por
(1)Roger Spode Brutti
(2)Roger Spode Brutti

Atuações e qualificações
(1)Delegado de Polícia Civil (RS). Doutorando em Direito (UMSA, Buenos Aires). Mestre em Integração Latino-Americana (UFSM). Especialista em Direito Penal e Processual Penal (ULBRA). Especialista em Direito Constitucional Aplicado (UNIFRA). Especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos (FADISMA). Membro do Conselho Editorial e colaborador da Revista Síntese de Direito Penal e Processual Penal (Qualis Nacional). Colunista com ênfase em assuntos jurídicos de 06 jornais impressos do RS. Colunista do Portal Nacional dos Delegados.
(2)Delegado de Polícia Civil (RS). Doutorando em Direito (UMSA, Buenos Aires). Mestre em Integração Latino-Americana (UFSM). Especialista em Direito Penal e Processual Penal (ULBRA). Especialista em Direito Constitucional Aplicado (UNIFRA). Especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos (FADISMA). Membro do Conselho Editorial e colaborador da Revista Síntese de Direito Penal e Processual Penal (Qualis Nacional). Colunista com ênfase em assuntos jurídicos de 06 jornais impressos do RS. Colunista do Portal Nacional dos Delegados.

Bibliografia:

BRUTTI, Roger Spode; BRUTTI, Roger Spode. Álcool como Porta para Outras Drogas. Universo Jurídico, Juiz de Fora, ano XI, 15 de ago. de 2012.
Disponivel em: < http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/8486/alcool_como_porta_para_outras_drogas >. Acesso em: 23 de abr. de 2014.

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