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ISSN 2177-028X
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Uma Breve Análise do "Discurso sobre as Ciências" de Boaventura de Sousa Santos

A resenha desta obra será feita da seguinte maneira: inicialmente farei um resumo abrangendo os três pontos centrais da obra (“O paradigma dominante”, “A crise do paradigma dominante”, “O paradigma emergente”), posteriormente, irei expor considerações críticas. Saliento que os dois primeiros capítulos serão tratados com maiores detalhes na parte do resumo. Deixarei para analisar e esclarecer o terceiro capítulo na parte crítica deste trabalho, juntamente com as exposições de minhas idéias sobre o assunto/texto.

1. INTRODUÇÃO

A obra “Um discurso sobre as Ciências” apresenta em suas primeiras páginas a crise de identidade das ciências no tempo em que vivemos. Esse assunto será desdobrado ao longo da obra, sendo analisados aspectos históricos das ciências naturais e sociais, bem como o atual contexto cientifico em que nos encontramos e as perspectivas para o futuro.

O autor sustenta, inicialmente, que nos encontramos em uma fase de transição entre “tempos” científicos. Para uma melhor compreensão, Boaventura utiliza-se do exemplo de Rousseau, que na obra “Discours sur Le Sciences et lês Arts”, de 1750, buscou respostas por meio de perguntas elementares e simples. Para tanto, o autor estrutura a sua obra da seguinte maneira: 1º) caracteriza a ordem científica hegemônica; 2º) analisa, sob condições teóricas e sociológicas, a crise dessa hegemonia; 3º) propõe um perfil de uma ordem científica emergente, novamente sob condições teóricas e sociológicas.

2. O PARADIGMA DOMINANTE

A ordem científica dominante, tratada na obra como “O paradigma dominante”, diz respeito ao modelo de racionalidade herdado a partir do século XVI e consolidado no século XIX. Essa nova racionalidade científica vislumbra uma única forma de se atingir o conhecimento verdadeiro, aquela decorrente da aplicação de seus próprios princípios epistemológicos e de suas regras metodológicas. Sendo um modelo totalitário, esta nova visão de mundo apresentava distinções fundamentais aos modelos de “saberes” aristotélicos e medievais: 1º) opunham-se conhecimento científico e conhecimento do senso comum (desconfiava-se das evidências da experiência imediata e do senso comum e buscava-se respostas na observação científica sistemática, rigorosa e controlável dos fenômenos naturais); 2º) opunham-se natureza e pessoa humana (buscava-se conhecer a natureza para poder controlá-la e dominá-la).

Para que ocorresse uma observação e experimentação que levasse a um conhecimento mais profundo e rigoroso da natureza, empregava-se, como instrumento privilegiado de análise, a matemática. A matemática permitia que a natureza, bem como os seus fenômenos, fossem analisados e estruturados sob dois pilares: 1º) quantificação como sinônimo de conhecimento, pelo emprego rigoroso das medições; 2º) redução da complexidade do mundo, por meio da divisão e classificação sistemática (tendo como divisão primordial aquela entre condições iniciais (reino da complicação e do acidente, onde é necessário selecionar as condições a serem observadas) e leis da natureza (reino da simplicidade e da regularidade, onde há a possibilidade de se observar e medir de forma rigorosa a natureza).

A descoberta das leis da natureza, o isolamento das condições iniciais relevantes, a produção de resultados independentemente do lugar e tempo das condições iniciais, o conhecimento causal da ciência moderna (que busca entender o “como” ao invés do “por quem” ou “para que”) promoveram, dentre outras conseqüências, a previsibilidade dos fenômenos naturais. É por meio dessa suposta previsibilidade que se firmou o conhecimento na idéia de ordem e estabilidade do mundo, sendo este “estável” e “determinável” por meio de leis físicas e matemáticas que poderiam o decompor. Eis aí o fundamento do chamado determinismo mecanicista que irá sustentar a ciência moderna (o mundo-máquina) com a sua idéia de um mundo cognoscível pela decomposição dos seus elementos constituintes.

Por se tratar de um modelo de racionalidade hegemônica da época, a ciência moderna, por intermédio de precursores como Bacon, Vico e Montesquieu, não demorou a permeabilizar o campo do comportamento social. Como bem afirma o autor, “tal como foi possível descobrir as leis da natureza, seria igualmente possível descobrir as leis da sociedade”(1).

Decorre daí, em meados do século XIX, a emergência das chamadas ciências sociais, as quais assumiriam duas correntes distintas de absorção do modelo mecanicista: 1ª) aplicava, dentre as possibilidades existentes, os princípios epistemológicos e metodológicos do estado da natureza (ciências sociais como extensão das ciências naturais); 2ª) estabelecia uma metodologia própria para as ciências sociais, com base na “especificidade do ser humano e sua distinção polar em relação à natureza”(2).

A primeira vertente defendia a aplicação de um modelo de ciências sociais erigido a partir de pressupostos das próprias ciências naturais, tendo portanto um caráter de conhecimento universalmente válido. Como bem assinala Boaventura, ao esclarecer essa corrente, “por maiores que sejam as diferenças entre os fenômenos naturais e sociais é sempre possível estudar os últimos como se fossem os primeiros”(3). Apesar das dificuldades, essa vertente admite a possibilidade de as ciências sociais se compatibilizarem com os critérios rigorosos das ciências naturais. Dessa vertente fazem parte Durkheim e Ernest Nagel.

A segunda vertente irá defender uma metodologia própria, na qual as dificuldades em compatibilizarem-se os dois campos das ciências, naturais e sociais, são instransponíveis. O fundamento detrás desse pensamento é a subjetividade do comportamento humano, o qual, revestindo-se de complexa estrutura, não pode ser analisado e explicado da mesma maneira que é explicada a natureza (por suas características exteriores observáveis). Como ressalta o autor, ao explicar a segunda corrente, “a ciência social será sempre essa ciência subjetiva e não objetiva como as ciências naturais; tem de compreender os fenômenos sociais a partir das atitudes mentais e do sentido que os agentes conferem às suas ações, para o que é necessário utilizar métodos de investigação e mesmo critérios epistemológicos diferentes das correntes nas ciências naturais”(4). Como doutrinadores dessa corrente pode-se citar Max Weber e Peter Winch.

Apesar de serem aparentemente diversas, as duas correntes acabam por dar maior relevância às ciências naturais do que às ciências sociais. De fato, a segunda vertente serviria como um indício da crise do modelo até então hegemônico.

3. A CRISE DO PARADIGMA DOMINANTE

A crise do modelo hegemônico decorre da interatividade de uma série de condições teóricas e sociais. O autor destaca, inicialmente, quatro condições teóricas que contribuíram para a crise do paradigma dominante: 1ª) a teoria da relatividade de Einstein; 2ª) a mecânica quântica; 3ª) o questionamento do rigorismo matemático; 4ª) o avanço do conhecimento nas áreas da microfísica, química e biologia na segunda metade do século XX. Nos últimos parágrafos do capítulo, o autor apresenta, em aspectos genéricos, algumas condições sociais proporcionadas pela crise do paradigma dominante.

A primeira condição teórica diz respeito à teoria da relatividade de Einstein. O ponto-chave aqui repousa na divisão feita pelo cientista entre simultaneidade de eventos no mesmo local e simultaneidade de eventos em locais diferentes (à distância). Partindo dessa idéia, as concepções até então concebidas de espaço e tempo seriam revolucionadas. “Não havendo simultaneidade universal, o tempo e o espaço absoluto de Newton deixam de existir”(5). Passa-se, portanto, a conclusão de que as leis da física e da geometria assentam-se em medições locais, pois dois acontecimentos simultâneos num sistema de referência não são simultâneos noutro sistema de referência.

A segunda condição teórica refere-se à mecânica quântica. Aliada ao princípio da incerteza de Heisenberg e à teoria de Boher, a mecânica quântica demonstra que não é possível observar ou medir um objeto sem interferir nele, “a tal ponto que o objeto que sai de um processo de medição não é o mesmo que lá entrou”(6). Três são as principais conseqüências trazidas pela mecânica quântica: 1ª) sendo limitada a estrutura do conhecimento que pode ser adquirido, as leis da física são meramente probabilísticas; 2ª) o mecanicismo é inviabilizado uma vez que a totalidade do real não é reduzível à soma das partes da divisão feita para a medição do objeto; 3ª) é muito mais complexa a divisão entre sujeito e objeto.

A terceira condição teórica está baseada na teoria de Gödel, a qual acaba por questionar o rigorismo matemático como regra absoluta da constituição da natureza. A principal conseqüência dessa teoria é possibilitar a formulação de proposições “indecidíveis” mesmo à matemática, proporções que não podem ser matematicamente nem refutadas, nem demonstradas.

A quarta e última condição teórica, representada principalmente pela teoria de Prigogine, está relacionada à quebra do modelo de mecanicismo linear do modelo newtoniano. Há, a partir da segunda metade do século XX, o desenvolvimento de um movimento convergente entre ciências naturais e sociais, caracterizado em grande parte pela transdicisplinaridade, designado por Jantsch como o “paradigma da auto-organização”(7).

Esta série de condições teóricas apresentadas propiciaram uma profunda reflexão epistemológica sobre o conhecimento científico. Duas grandes reflexões podem ser destacadas: 1ª) questiona-se o conceito de lei e de causalidade; 2ª) releva-se antes o conteúdo do conhecimento do que a sua forma.

Nos últimos parágrafos do texto são apresentadas, em aspectos genéricos, algumas condições sociais proporcionadas pela crise do paradigma dominante.

4. O PARADIGMA EMERGENTE

O autor propõe um modelo emergente, o qual denomina “paradigma de um conhecimento prudente para uma vida decente”(8). Este modelo estrutura-se em um paradigma científico de conhecimento prudente e em um paradigma social de uma vida decente. Para justificar o seu modelo, Boaventura utiliza-se de quatro princípios sobre o conhecimento: 1º) todo conhecimento científico-natural é científico-social; 2º) todo conhecimento é local e total; 3º) todo conhecimento é autoconhecimento; 4º) todo conhecimento científico visa constituir-se em senso comum.

5. ANÁLISE CRÍTICA

Aproveito esta parte do trabalho para propor algumas observações sobre assuntos já apresentados por Boaventura em sua obra. Também neste momento, creio que seja relevante uma análise dos quatro pontos propostos pelo autor em seu novo paradigma (último capítulo da obra).

Boaventura de Sousa Santos propõe um novo modelo de ciência a partir da inter-relação entre ciências naturais e ciências sociais, fraturando o modelo totalitário das ciências naturais, via única e possível para atingir-se uma “verdade universal”. “Verdade” essa adquirida por herança do deslumbramento ocasionado pelas teorias surgidas, principalmente a partir do século XIX, como o evolucionismo de Darwin, o positivismo de Comte e a criminologia de Lombroso. Essas teorias possuíam em seu âmago uma semelhança universal, a de sustentarem os seus estudos, como o a origem da natureza e a natureza do homem, em valores matemáticos, os quais explicariam o mundo racionalmente (e mensuravelmente), garantindo a previsibilidade fenomenológica da natureza.

Não distantes do século XIX, os dias atuais ainda demonstram que a impregnação da idéia deslumbrante da cientificidade (natural) moderna ainda persiste no ensino prestado pelas mais diversas instituições de ensino. Não que as ciências naturais não possuam relevante valor, pelo contrário, contribuem e muito. Porém, ocorre que o modelo mensurável de “verdade” parece ser, ainda hoje, por muitos almejado como maneira perfectibilizada de alcançar-se o onicompreensivismo, mesmo nos campos em que haja tremenda subjetividade, como são aqueles em que a sociedade e, principalmente, o homem, como indivíduo, aparecem como principais objetos de análise.

Ora, me baseio nessa observação por meio de uma experiência propriamente vivida. A matemática, verdadeiro paradigma de ciência natural, onde a regra dos “números previsíveis” impera, sempre foi sobremaneira valorizada em detrimento das disciplinas que envolviam o estudo de questões onde suas regras não poderiam ser aplicadas diretamente (em grande parte pela presença da subjetividade), como por exemplo a filosofia. Não por acaso, uma vez que a herança de teorias como a darwinista persiste em nosso meio, demonstrando clara necessidade de reavaliação dos métodos e valores acerca ensino acadêmico. Deve-se almejar um sistema de ensino do conhecimento onde prevaleçam conjuntamente, em paridade de relevância, disciplinas inerentes tanto às ciências sociais quanto às ciências naturais. Permite-se com essa conduta, um melhor acesso ao conhecimento da sociedade, do ser humano e da cultura pelos aprendizes.

À segunda proposta de conhecimento do festejado paradigma emergente proposto por Boaventura de Sousa Santos (“Todo o conhecimento é local e total”(9)) gostaria de associar a Teoria dos Sistemas. De relevante iniciativa do biólogo alemão Ludwig von Bertalanffy, esta teoria demonstra-se cada dia mais presente nos estudos interdisciplinares acadêmicos e institucionais. O autor português demonstra que o conhecimento propagado pela ciência moderna estava pautado no avanço da especialização, podendo ser sucintamente compreendido no binômio progressivo parcelização-rigorismo, ou seja, quanto mais restrito é o objeto em que incide o estudo mais rigoroso será o conhecimento sobre ele. Logo após, sustenta que não basta que o conhecimento seja adquirido de forma local, isto é, que sejam desenvolvidas análises, descrições e estudos em geral sobre um único objeto ou em um único campo disciplinar, é necessário além disso que haja um compartilhamento sobre a pluralidade de possibilidades de condições a serem “introjetadas” naquele estudo. Esse compartilhamento revela-se pelas vias da transdisciplinaridade e da interdisciplinaridade. “E como Geertz, podemos perguntar se Foucault é historiador, filósofo, sociólogo ou cientista político”(10).

A Teoria Geral dos Sistemas, desenvolvida ao longo do século XX, tendo o biólogo Karl Ludwig von Bertalanffy como relevante precursor teórico, vai, em grande parte, ao encontro da proposta de paradigma emergente apresentado por Boaventura de Sousa Santos, senão vejamos. A Teoria dos Sistemas, tendo hoje grande representação literária na obra “A teia da Vida” (cujo título original é “ The Web of Life” ) de Fritjof Capra, apresenta dentre suas linhas mestres uma valorização maior do “comportamento coletivo” em relação à atuação independente dos sujeitos que compõem um determinado sistema. A questão nevrálgica a ser explorada pela Teoria dos Sistemas não é a compreensão/controle/previsibilidade sobre um objeto isolado de uma análise (como a ciência moderna pretendeu), mas sim compreender a estrutura organizacional e as conexões interiores e exteriores entre o objeto de estudo e o ambiente do qual ele faz parte(11). Dito de outra maneira, o estudo isolado de um objeto (ou parte dele) ou o estudo de uma simples causalidade de um determinado problema (determinismo mecanicista) dificilmente explicará, completamente, a relação que existe entre o objeto da pesquisa e o ambiente que o cerca. Portanto, é necessário que o estudo desenvolvido considere ao mesmo tempo as multirelações (seja entre objeto-objeto, seja entre objeto-ambiente, seja entre outro tipo de relação) e as multicausalidades (seja entre objeto e resultado, seja entre ambiente e influência em resultado, seja, novamente, em outro tipo de relação) existentes entre ambos, objeto e ambiente.

Para a busca de um conhecimento mais amplo e universal é fundamental que sejam conciliadas as diversas áreas da ciências existentes hoje em dia (sejam as naturais, sociais, humanas, ou aquelas sob quaisquer outras denominações). A interdisciplinaridade bem como a transdisciplinaridade entre campos como filosofia e história, antropologia e direito, biologia e informática, apresentam-se cada vez mais relevantes. Os limites entre uma área e outra tendem a desaparecer gradativamente, fazendo com que um conhecimento universal, multiteórico e multidisciplinar seja, aos poucos, alcançado.

A terceira proposta feita pelo autor lusitano ao novo paradigma que emerge é a de que “todo o conhecimento é autoconhecimento”(12). Dentre outras observações, apresenta-se a separação que a chamada ciência moderna (principalmente no campo das ciências naturais) fez entre o sujeito de investigação e objeto de investigação. O sujeito que investiga não se confundiria com o objeto que estaria por ser estudado, como no exemplo da antropologia que tinha como sujeito de investigação o europeu civilizado e como objeto de investigação o indivíduo “primitivo”. Toda a subjetividade da natureza humana que pudesse interferir nos resultados da pesquisa era afastada. Da mesma maneira, a religião também havia sido afastada, evitando-se que valores morais ou éticos pudessem interferir nos estudos realizados.

Hoje em dia, percebe-se outro modelo de relação sujeito-objeto na prática científica. Clausewitz, citado na obra, sustenta que “podemos afirmar hoje que o objecto é a continuação do sujeito por outros meios”(13). Pode-se dizer, portanto, que, ao contrário da propugnação científica moderna de que os sujeitos deveriam conformar-se com o que por ela fosse determinado, hoje em dia, tem-se que o determinismo científico não é mais o único parâmetro a reger a vida das pessoas (realidade/previsibilidade). Há outras maneiras de se “saber viver”. Como observado pelo autor, “hoje não se trata tanto de sobreviver como de saber viver”(14). O “saber viver” conecta-se à compreensão íntima do homem, enquanto ser vivo, de que há uma união entre ele e o objeto alvo de estudo. O objeto passa a ser, portanto, uma própria extensão do sujeito, implicando que em uma pesquisa seja adquirido conhecimento sobre o objeto, diretamente, e sobre o próprio sujeito, indiretamente.

O quarto e último item integrante do modelo de paradigma emergente proposto é aquele em que “todo o conhecimento cientifico visa constituir-se em senso comum”(15). A ciência moderna considerava o senso comum como “superficial, ilusório e falso”(16), e por isso, o repugnava. A ciência pós-moderna, por sua vez, resgata o valor presente no senso comum. O senso comum permitirá que as diversas formas de conhecimento (das ciências e do próprio cotidiano) interajam entre si, orientando as ações do ser humano e dando sentido à vida (“saber viver”), ao ponto em que coincidem causa e intenção (ciência + senso comum). É neste sentido que Boaventura de Sousa Santos sustenta que “a ciência pós-moderna, ao sensocomunizar-se, não despreza o conhecimento que produz tecnologia, mas entende que, tal como o conhecimento se deve traduzir em autoconhecimento, o desenvolvimento tecnológico deve traduzir-se em sabedoria de vida”(17).

NOTAS:

1 - SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. Porto, Afrontamento: 2002. p. 18.

2 - SANTOS, op. cit., p. 19.

3 - Ibidem, p. 19.

4 - Ibidem, p. 22.

5 - SANTOS, op. cit., p. 25.

6 - Ibidem, p. 25.

7 - SANTOS, op. cit., p. 29.

8 - Ibidem, p. 37.

9 - SANTOS, op. cit., p. 46.

10 - SANTOS, op. cit., p. 50.

11 - LIN, Y.K. General Systems Theory: A mathematical approach. Nova Iorque: Springer, 1999. p. 9.

12 - SANTOS, op. cit. p. 50.

13 - Ibidem, p. 52.

14 - Ibidem, p. 52.

15 - SANTOS, op. cit., p. 55.

16 - Ibidem, p. 56.

17 - Ibidem, p. 57.

Texto confeccionado por
(1)Maciel Colli
(2)Maciel Colli

Atuações e qualificações
(1)Especializando em Ciências Penais pela PUC-RS, bacharel em Direito pela PUC-RS.
(2)Especializando em Ciências Penais pela PUC-RS, bacharel em Direito pela PUC-RS.

Bibliografia:

COLLI, Maciel; COLLI, Maciel. Uma Breve Análise do "Discurso sobre as Ciências" de Boaventura de Sousa Santos. Universo Jurídico, Juiz de Fora, ano XI, 29 de ago. de 2007.
Disponivel em: < http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/4204/UMA_BREVE_ANALISE_DO_DISCURSO_SOBRE_AS_CIENCIAS_DE_BOAVENTURA_DE_SOUSA_SANTOS >. Acesso em: 20 de abr. de 2014.

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